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Educação

Falta de vagas para 6º ano do fundamental preocupa pais

‘Erro’ de cálculo. Região Oceânica tem apenas uma escola da rede municipal para receber alunos saídos do 5º ano de outras cinco

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Joicelene, mãe de aluno da Dario Castello, diz contar com a sorte para o ano que vem. Foto: Thiago Freitas / AFI

Pais de alunos que cursam atualmente o 5º ano do ensino fundamental da rede municipal na Região Oceânica estão se vendo sem opção para matricular seus filhos no ano letivo de 2019, quando estes passarão para o 6º ano. Na RO, existem apenas duas alternativas públicas: o Ciep estadual Rui Frazão Soares, no Engenho do Mato, onde a irregularidade das aulas assusta mais do que expor os filhos a longas viagens diárias rumo a outras regiões da cidade; e a Escola Municipal Francisco Portugal Neves, em Piratininga, que não terá vagas suficientes para absorver as turmas do 5º ano saídas de outras cinco unidades da rede, além dos seus próprios alunos. Uma conta que, simplesmente, não fecha.
– Queremos dialogar com o governo para encontrar uma solução. Restam dois meses para acabar o ano letivo e não acreditamos que seja tempo suficiente para licitar, construir e entregar escolas para acolher esses alunos – diz Alexandre Nascimento, representante de pais do Conselho Escola Comunidade (CEC) da E.M. Prof. Dario de Souza Castello, em Itaipu.

Alexandre Nascimento, representante de pais do CEC da Dario Castello. Foto: Thiago Freitas / AFI

Uma solução emergencial, na opinião de Alexandre, seria a municipalização do Ciep Rui Frazão e a desapropriação do Colégio Cenecista Athayde Parreiras, na entrada de Itacoatiara, que se encontra desativado.
Mãe de dois filhos, a manicure Joicelene Pereira, 29 anos, diz que conta com a sorte para manter o filho mais velho, de 11 anos, estudando na região:
– Minha prioridade é tentar vaga na Portugal Neves, mas não sei se vou conseguir. São muitas crianças passando para o 6º ano, e apenas uma escola. Tenho medo de deixar ele ir sozinho para o Centro porque está tudo muito perigoso – disse.

“Começo a avaliar qual será o corte no orçamento para minha filha continuar os estudos em segurança”

A zootecnista Simone Vecchi, 46 anos, já está fazendo as contas para viabilizar uma escola particular para a filha de 10 anos.
– Ano passado até consegui vaga para minha filha na Portugal, mas preferi a Dario, que é uma referência. Não sei se terei a mesma sorte desta vez. Começo a avaliar qual será o corte no orçamento para minha filha continuar os estudos em segurança e próximo de casa – contou Simone.
Procurada pela reportagem da Folha, a assessoria de comunicação da prefeitura não respondeu as perguntas enviadas pela equipe de reportagem. Já a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) afirmou que “estranha tais informações, uma vez que mais de 7.500 se matricularam no ensino fundamental”. A nota não se atém à localidade da Região Oceânica, mas afirma, também, que existem mais de 750 vagas disponíveis no segmento em unidades de Niterói. A Seeduca, destacou, contudo, que “o Ensino Fundamental é prioritariamente de responsabilidade das prefeituras, conforme prevê a Lei das Diretrizes e Bases da Educação em seu artigo 11”.

Jornalista, cozinheiro, ciclista e viajante inveterado traz na bagagem a Região dos Lagos e passagens por A Tribuna e O Globo. Aos 28 anos, está prestes a completar a primeira década no jornalismo. Retrata a mobilidade e segurança pública sob uma nova perspectiva.

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Folha Digital

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