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Mobilidade

Ciclistas tomam ruas de Niterói para incentivar mobilidade de bicicleta

Dia Mundial Sem Carro comprova força do ciclismo em Niterói. Evento reuniu cerca de duas mil pessoas e arrecadou uma tonelada de alimento

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Cerca de duas mil pessoas participaram da celebração do Dia Mundial Sem Carro em Niterói. Foto: Diogo Reis.
Cerca de duas mil pessoas participaram da celebração do Dia Mundial Sem Carro em Niterói. Foto: Diogo Reis

Mais de dois mil ciclistas tomaram as ruas de Niterói na manhã deste domingo (23) para dar um recado: “nós somos os trânsito”. A manifestação fez parte da celebração, no dia 22 de setembro, do Dia Mundial Sem Carro.

O passeio ciclístico aconteceu em ritmo de festa, com direito a trio elétrico e até batedores da Polícia Federal para garantir a segurança no trajeto. A multidão sobre bicicletas se reuniu na Concha Acústica, em São Domingos, e seguiu até a Praça do Rádio Amador, em Charitas. Lá, foi montado um posto de distribuição de frutas, água e refresco de guaraná para os ciclistas.

Era festa, era protesto, era solidariedade. Cerca de uma tonelada de alimento não-perecível foi arrecadada. A organização incentivou as doações de todo Rio de Janeiro com sorteio de diversos prêmios. Para participar, os ciclistas trocavam a doação por um número concorrente. Os mais diferentes motivos levaram as pessoas a participarem do evento. Para a empresária Patrícia Amorim, foi uma história de superação.

— Quem é cilista é meu marido. Ele que me arrastou pra cá. Minha irmã me emprestou a bicicleta e eu vim. Eu tenho muito medo de pedalar por conta do perigo do trânsito, mas ao lado de tantos ciclistas eu me senti mais segura — conta ela, que é dona de uma clínica de tratamentos estéticos em Piratininga.

A empresária Patrícia Amorim superou medo para participar da pedalada. Foto: Diogo Reis

A empresária Patrícia Amorim superou medo para participar da pedalada. Foto: Diogo Reis

Piratininga, inclusive, que fez parte da história de outra ciclista niteroiense. A servidora pública Beatriz Pucu lembra que ao sair da praia sofreu um acidente por não ter sido respeitada no trânsito:

— Um carro fez uma ultrapassagem pela direita e acabou me atingindo. Por conta do choque, acabei caindo num buraco e indo ao chão, machucando meu rosto, braços, pernas. É uma pena que cenas assim façam parte da rotina. Mas eu sigo firme pedalando. Estar em movimento faz bem à saúde — adverte.

Beatriz Pucu já sofreu acidente com a bicicleta, mas segue usando-a como meio de transporte. Foto: Diogo Reis

Beatriz Pucu já sofreu acidente com a bicicleta, mas segue usando-a como meio de transporte. Foto: Diogo Reis

 

Jornalista, cozinheiro, ciclista e viajante inveterado traz na bagagem a Região dos Lagos e passagens por A Tribuna e O Globo. Aos 28 anos, está prestes a completar a primeira década no jornalismo. Retrata a mobilidade e segurança pública sob uma nova perspectiva.

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Folha Digital

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